sábado, 2 de julho de 2011

'O Coletivo sobre O Coletivo' ou 'O Coletivo sobre Tudo O Que Não É O Coletivo'

Uma geração surda, muda, mas, mais do que tudo, cega. Envaidecida por uma beleza criada não pelas mãos ou olhos que tanto louva, mas pelo coração e pela mente dos quais se desfaz. Pseudo-vanguardista, se orgulha reeditar imagens do passado supondo uma apropriação artística, uma impressão de identidade, no mínimo, fantasiosa. A raiva e a angústia da juventude sendo corrompidas pela sociedade de consumo, direcionando a iconoclastia própria da idade contra a autoimagem dessas mentes e corações - que vão buscar na rua a beleza que teriam nos espelhos que espatifaram no chão.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

...E a tristeza do sigilo?

Bruce Banner e um monte de gente que devia ser legal, mas se descobriu bonita e não percebe que cool e cu sound the same 'cause they are the same. Liv Tyler sendo linda, mas menos linda do que em Stealing Beauty. Eu sentindo os meus dedos do pé conversando por dentro do meu vestido. Você amando todas essas coisas sem sentido. E boa noite.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Da voz e do silêncio, Do sangue e do vômito, Da verdade (aka De títulos demasiadamente longos denunciando pretensão e algum humor)

'Qual é a voz do seu silêncio?' perguntou, sabendo que era uma boa pergunta e que o interessaria. Então, desperguntou. Desperguntou, porque não queria realmente uma resposta, queria atenção e isto ele não lhe daria. Não novamente. Bastara a primeira vez, bastara a última. Não é como se houvessem apenas fodido. Ele a conhecera e preterira. Ele a conhecera e partira.
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Desde então, tudo era sangue e vômito. O sangue que lhe faltava para extrair a coragem e o vômito que parecia morar em seu peito, se misturar com sua alma, que parecia maturar sem pressa, na intenção de que, entranhando, seu cheiro doentio a fizesse enlouquecer afinal.
Mas o afinal nunca vinha.
E sua impaciência cansada parecia apenas estender as fronteiras da loucura não-loucura, prolongar a aceitabilidade de sua insanidade parcialmente funcional.
Igual a quando era criança e ficava horas rodando, rodando, rodando, rodando, rodando... porque gostava de sentir-se tonta, infinitamente tonta e, à beira de um desmaio, deitar-se no chão, cansada, grata, risonha. Só que diferente.
Porque não é mais criança e fica horas matando, matando, matando, matando, matando... porque precisa sentir-se tonta, intoleravelmente tonta e, à beira (só à beira, mesmo), deitar-se no chão, cansada, grata, risonha. Só que morta.
Só que nunca.
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Qualquer tentativa de agora é vã, fútil. Ofenderia mais o orgulho do que a pele. Causaria um tumulto adorável de se ver em slow motion no vídeo, com blur seletivo. Mas não ao vivo e em cores. São efeitos colaterais de um amadorismo incoerente com o tempo e a densidade do que venho trabalhando, o caos deflagrado e o ego doído. Não. Não estou disposta a arriscar. Tudo a seu tempo e meu tempo chega. E eu vou.
Por que não?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

B.R.O.T.H.E.R.

B.U.R.N.
K.I.L.L. :)

cut it out for me, cut it, cut it out. smile.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Linda Rosa Juvenil

Eu estou sentada na pia da minha cozinha, no mesmo lugar em que fui deixada há 5 anos atrás, só agora entendendo do que tudo aquilo se tratava.
Você está em uma das cadeiras da cozinha, parte do conjunto de coisas que estiveram lá a minha vida inteira - até mesmo antes - e eu não percebia. Olha pra mim com a paciência de todos os seus anos, a calma de quem sente ter visto toda tempestade do mundo, de quem reconhece a tempestade nos meus olhos. E me sorri, pra eu não precisar de abraços - as pequenas rugas começando a aparecer.
Acho que estou nua. É, estou nua; sinto o mármore frio contra as minhas coxas tão diferentes nas formas e na pele da versão minha que há meia década atrás havia sido posta a esperar. E já não caibo mais no vão entre a pia e o armário da cozinha. Ainda assim, me sinto menor do que quando cabia.


"Quanto à dor, não se amofine; há morfina que possa resolver e espaço que faça caber o que é grande demais para o mundo, bem aqui dentro de mim."

@ Let's Dance, do M. Ward (cover do David Bowie)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Eu me pergunto

Se repetindo mil vezes que eu não estou doente, eu fico curada.

sábado, 9 de abril de 2011

Desabafo Revisitado

Eu passei os últimos anos tentando ser alguém melhor. Não, espiritualmente. Foda-se espiritualmente. Eu tenho tentado ser alguém mais inteligente, mais sociável, mais capaz, mais bonito, mais qualquer coisa que fizesse você perceber que eu não era o absolutamente nada que você via. Fiz tudo o que estava ao meu alcance, empurrei um pouco mais e fiz o que não estava. Tive experiências esquisitíssimas, nada 'minhas', mas necessárias pra essa transição. Aprendi a pôr uma fachada como ninguém e, nesses últimos tempos, essa é uma habilidade que tem me servido mais do que qualquer outra. Descobri que sou um completo fail em artes tão necessárias que... Ah. Cansaço.

domingo, 20 de março de 2011

The Cup and The Tragedy

"The cup is not half empty as pessimists say. As far as he sees, nothing´s left in the cup.
A whole cup full of nothing for him to indulge, since the voice of ambition has long since been shut up.
A singer, a writer, he´s not dreaming now of going nowhere. He gave heed to nothing...
And all that he was..."

Ele não está meio vazio. Não porque aparente estar com mais da metade de sua capacidade preenchida. A capacidade do copo não é tão facilmente calculável, porque ele não quebra, quando transborda -  fazendo do excesso transbordado, uma quantidade ainda tolerável para sua estrutura. Ainda que vaze, a ele pertence e a ele não danifica. O copo é capaz de ter muito mais do que fisicamente comporta, sem deixar de ser copo, sem deixar de ser inteiro.

"So he voyages in circles, succeeds getting nowhere and submits to the substance that first got him there.
Then in violent, frustration he cries out to God or just no one: 'Is there a point to this madness?'
And all that he was...
"

Ele não está meio cheio. É da natureza do copo ser vazio. Encham-no de água, e esse copo ainda será vazio. Porque é da sua natureza ser copo e só copo, não copo-com-água-dentro. Copo-com-água-dentro é o que o mundo fez dele, é o que o mundo espera dele, é a sua função para o mundo. Então, enche-se o copo - porque é impensável que ele seja somente copo, se isso não ao mundo sirva. Mas o copo é vazio e no próprio vazio é completo. No vazio do mundo, é cheio em si.

"He feels alone; his heart in his hand, he´s alone. He feels alone, I feel...
Then on that last day he breaks. And he stood tall and he yelled, and he yelled."
 @ Poetic Tragedy, do The Used

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dear Brother,

Eu estou pra escrever isso há um tempo. Faltava-me a coragem. Depois de todo aquele drama, qualquer ideia de pedir perdão e meu espaço de volta é sempre guilhotinada pela razão: o quão estúpida e infantil eu pareceria por não conseguir levar adiante uma simples decisão, por voltar atrás?! Qualquer pouco seria demais. Não tenho cabeça nem auto-estima pra isso. Então apago tudo que foi digitado, me xingo mentalmente e escolho algo melhor pra me ocupar. Até reconsiderar e tentar de novo. E desistir de novo.
A parte que fica só pra mim (não importa o quanto eu escreva) é que eu só queria de volta tudo aquilo pra poder te chamar de irmão. Desejo súbito e aparentemente desconexo, eu sei. Mas irmão é uma das poucas palavras que resumem com eficiência a gratidão que eu sinto por você e os meus desejos, em geral. Eu espero que você seja feliz, tenha sucesso, conheça alguém e até que se afaste, porque as coisas são assim. E que volte pra mim, ocasionalmente, dizendo como é a vida pra outra parte de mim, maldizendo o afastamento e feliz. Feliz, só.
Don't waste your time on me, you're already the voice inside my head.
I miss you, I miss you.                                                                     .

domingo, 13 de fevereiro de 2011

The Injured's Wish List

DO PERTENCIMENTO:
Dinheiro pra caralho
Tequila pra caralho
Amigos pra caralho

DO QUE OS OLHOS NÃO VÊEM:
Jay Vaquer
Anberlin
[Insert Attention-Worth Music Here]

DO VIM, VI E ETC:
The Used
My Chemical Romance
Forfun

DO CONSUMISMO IRREPREENSÍVEL:
Merch do The Used
Merch do MCR
Merch do FCKH8.com

DA FAUX QUEEN:
Um underbust
Um overbust
O Corte

DAS SEGUNDAS CHANCES:
O Princípio Inesperado: porque há muito por ser dito, por ser feito. e é especial.
O Melhor de Mim: porque é um privilégio que nunca tive. e é eterno.
O Erro Recorrente: porque -BOOM!- eu te amei. e é irresoluto.

DO DEVIR:
A Estrela de David
A tatuagem
Os labrets

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Universo Alternativo

Fossem outros os tempos, riríamos no chão de madeira da minha casa. Alguma coisa pequena e aleatória que não saberia dizer agora.
Você cansado e com saudade de casa, mas feliz por mim. Feliz comigo, a novidade de sempre.
Dada a pausa do silêncio, dada a pausa do beijo que não devia ter sido o que foi... Brigaríamos. Porque 'vivíamos algo que não éramos, nunca poderia me dar o que...'
Sono de mim, de você, do teu moralismo superprotetor. Sono de estar tudo errado, até no Universo Alternativo.
A mesma discussão de sempre. O mesmo desespero, o mesmo pavor, a mesma batida de porta, o mesmo choro, a mesma fala chorosa. O mesmo fim que eu não saberia dizer agora - nem antes.
O mesmo adeus.
Fossem outros os tempos, sofreria. Mas, hoje, contadora de histórias, sofro é pelo adeus que não dei. Ou pelo adeus que não existe.


Não saberia dizer.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ao Melhor.

Eu nunca te agradeci. Eu saía despejando as minhas verdades, pedindo espaço, mas nunca agradeci. Não foram poucas as vezes em que tentei fazê-lo. No entanto, as tentativas digitadas eram logo deletadas; me soava como um direito concedido a mim por mim mesma. Impertinente, incômodo, desagradável. Foi então que, quando eu assistia a um filme, essa música - que já significava o mundo pra mim - acabou dizendo tudo o que eu queria ter dito e tive medo. A questão é que tem um milhão de coisas acontecendo agora. Eu, a maior adepta de simbolismos que conheço, estou me tornando maior de idade, passei no vestibular, vou estudar em outra cidade e viver outra vida. Coisas que não posso dividir com você porque você não está aqui, porque não pode, porque não deve, porque eu o afastei. E, se aquele medo de ser inadequada ou errada me impedisse de agradecer pelas coisas que ganhei... Então, não seria merecedora delas. Esta é a minha maneira desajeitada de ser grata a parte sua que me trouxe até aqui.

"Não há ninguém na cidade que eu conheça.
Você nos deu um lugar para ficar.
Eu nunca te agradeci por isso;
achei que poderia ter mais uma chance.

O que você pensaria de mim agora,
Tão sortuda, tão forte, tão orgulhosa?
Eu nunca te agradeci por isso,
agora eu nunca mais terei uma chance.

Que os anjos te guiem.
Ouça-me, meu amigo,
em estradas insônes, os insônes se vão.
Que os anjos te guiem.

Então, o que você pensaria de mim agora,
Tão sortuda, tão forte, tão orgulhosa?
Eu nunca te agradeci por isso,
agora eu nunca mais terei uma chance.

Que os anjos te guiem.

E se você estivesse comigo hoje a noite,
eu cantaria para você mais uma vez.
Uma canção para um coração tão grande
que Deus não poderia deixá-lo viver."
                    Hear You Me, do Jimmy Eat World

domingo, 16 de janeiro de 2011

The 'Misleading and Bisexual' Conception Sounds Way Better In The Joke

Esperar que te esperem é a filosofia da frustração e, com 17 anos entendendo isso, você espera de verdade que pelo menos parte dessa compreensão deixe de ser puramente racional. E também se frustra com a percepção de que acabou de esperar por algo de novo.
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Perdoem-me os que carregam residências médicas no currículo e experiência nas costas, mas eu não sou doente. Eu estive doente. Desde o momento em que eu abri as portas da minha vida pra aquela puta backstabber e, talvez ainda antes, quando eu abri o coração pra ele, eu estive doente. Desde o momento em que eu pisei um pouco fora da linha das coisas que eu deveria ser e fazer, eu estive doente. E a verdade é que eu ainda estou.
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E quanto a isso, quanto às coisas que eu deveria ser e fazer...
Preferia sentir que não devo ser a mesma garota de 7 anos de idade que dizia com a determinação dos ignorantes que ensinaria inglês, que moraria na Inglaterra, que seria forte e que se bastaria. E a verdade é que eu ainda digo. Só não sei se é por medo de mim, do mundo, do erro ou da desaprovação.
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Entre nós fica que nunca se bastaria. Nunca se bastou, coitada... Nunca se teve.
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Daí que você se lê sendo sincera assim e toma decisões, porque é a coisa certa, a sensata, a desejável (e talvez desejada). E logo depois escarnece de si mesma, por saber que não vai levar adiante. Back and forth, back and forth, back and forth.
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Secretamente, eu desejo estar presa num filme longo demais da Disney. Em algum momento, então, você perceberia que me ama e esse meio-tempo-todo teria tido algum valor de ser. Eu sou dessas que assistia 'A Bela e a Fera' em loop até os 9 anos e agora fica aí, achando que qualquer skinny nerdy misfit merece. Não sei o que merece, o fato é que superestimo essa gente que é igual a mim, sem ser eu. Acontece.
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E a citação do eterno guilty-but-everlastingly-worshipped pleasure, só pra não deixar passar em branco que é a fossa semanal/mensal/bimestral/trimestral...

"Quando você não esperar vai doer. E eu sei como vai doer.
(...)
Vou te esquecer, vou te esquecer... Só pra lembrar."

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Miss Haze Would've Approved This Message

I saw something in your eyes. Nope, no dirt. Still, I felt like taking it off 'cause I was pretty sure it blurried your vision. I can't deny I was appreciating my own sight and the sweetness of your thoughts over my so-called naivety, but that look... Unfortunately, that look is just not meant to be spent on me. You've known this shitty world for a little long while and I understand I seem to be the perfect portrait of 'mental virginity' but, between us, I am damaged and pathetic. Once more, I'm not denying a thing of what you saw (or what it made me feel), I simply don't want you to see me through Nabokovian eyes, even if you have your reasons to do so. Allow me to be more than a fantasy. Actually, allow yourself to do more about me than just fantasizing... And I will like you for that.

@Anthems of a Seventeen Year-Old Girl, do Broken Social Scene
@What Sarah Said, do Death Cab for Cutie
@Strange and Beautiful, do Aqualung

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dear, I Failed.

Eu não sei o que sou. Sei menos do que sinto, do que minto, do que é seu. Achei que seu não era mais nada, que era só lembrança de decisão tomada e bons desejos. E não é. Nem mais melhor amigo, nem na ausência se torna passado. É presente, e suponha o significado que puder, porque eu sei; significa demais.
Essa confusão toda é que quando eu erro, eu quero você pra me corrigir, me consertar, me fazer certa. É que buscando alguma coisa, hoje a noite, não encontrei coisa alguma. E só queria você.
(Tudo o que esta frase precede ou sucede é produto de um alguém moderadamente bêbado, altamente confuso e um pouco melancólico.)
Era tudo tão mais fácil quando eu sabia de tudo, quando eu (não) tinha você e isso me bastava, quando eu podia estar só apaixonada e dizer que era fase.
Nada disso era verdade.
(E eu não sabia de porra nenhuma!)
Ter você (ou não) não me bastava; era só espera e esperança de que um dia,  você percebesse que me amava. Com todo o potencial pra ser estranho e belo que os meus sonhos têm, você podia até ir amando aos poucos, em partes, confuso, antes de finalmente saber me amar.
Há a realidade no caminho, no entanto. É a outras que ama, que deseja, que estima em lugar que é próprio e insubstituível. A mim cabe a gratidão, o prêmio de consolação disfarçado de respeito e admiração.
Sinto por não me iludir a respeito do fato de que eu te amo e você não pode me amar, por alguma razão superior. Sinto por não me iludir a respeito do futuro, de não protagonizar a sua história com final feliz, na qual estou perdida em algum lugar entre coadjuvar e assistir. Sinto por, tão fraca, cogitar aceitar tudo isso sob a condição de que pare de doer tão gentilmente. Não aguento mais ouvir meus pensamentos entre as frestas de toda essa confusão de você em mim.
Eu mereço ser feliz.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Só Pra Você...

Eu quero te ver. Eu quero passar horas me arrumando pra você. Eu quero apagar e refazer três mil vezes o traço do delineador, quero usar meu batom mais vermelho pra você. Quero usar teu perfume favorito e o meu corset mais apertado, só pra você. O sapato recém comprado é pra usar pra você e o corte novo de cabelo é só pra você.
Só pra você, amor...
Só pra você me ver passar, só pra você se arrepender. Só pra você me desejar, só pra você não me ter.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Forgiving, Forgetting, Forsaking

You came back. Like we wrote our destinies ourselves, we pleasantly made them cross again. But it's not like our stories, it's nothing like fiction. I'm no longer that fourteen-years-old girl who would believe you blindly. Any move we make from now on will have consequences we have never thought of. If we're gonna light this candle again, we gotta be ready for the fight it brings along. Yes, I still think of our light, I still feel it. However, I'm not so sure I'm willing to take this battle, not knowing the one beside me. I'm letting you in, although I shouldn't. It might tear my family apart, it might break every single bond I took years to make. It's a stupid decision I should have avoided. But here we are again and I wonder if I can undo this invitation I made when I called you back in, I wonder if there's a way for me to do this without giving up on you. I am not getting back at you and I'm not sure you understand this. It's just that I don't know if you are the one to reveal me to them, when I'm giving up on their approval.
Once more, I'll ask for advices I won't follow. Once more I'll fall. Still, why can't I stop this?

Previously: @ Bubble Wrap, do McFly
Currently: @ Breathe Me, da Sia
Later On: @ Trouble, do Coldplay

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Antes de Mais Nada, 'Ou Não'.

Ela mora comigo. Faz tempo ela mora em mim. Não sei quando veio, só sei que não vai e que volta-e-meia se manifesta. E dói... Não é como se eu tivesse muita opção; talvez, em algum momento, ela fosse um escapismo. Não agora. Ela agora sou eu, e às vezes é mais. Como hoje.
Eu tentei dormir. Não conseguia. Minha cabeça sempre fica longe antes do sono vir, mesmo que eu esteja cansada. Então, desta vez, ela foi para onde eu gostaria de estar, o que eu quero de verdade. Eu descobri e tive medo. Pensei logo naquilo que não conseguiria ter - sem sequer me perguntar se me interessava por isto - e tenho 13 anos de novo, apaixonada pelo cara mais velho que ri de mim. Me senti exatamente daquela maneira. Pior; quis não sentir mais nada, outra vez. E percebi que não adianta, ela vai morar comigo a minha vida inteira, eu vou ser doente a vida inteira e vou viver essa porra de vida inteira dopada pra não me sentir infeliz.
"I just wish I had a friend, someone I could hold onto, 'cause, right now, I can't save me from myself."

sábado, 13 de novembro de 2010

@ Crawling, do Linkin Park (a.k.a. Escarificação)

Você sumiu. O mundo te apagou. Seus arquivos, os que eram nossos, já não estão mais aqui e, se a documentação da nossa história não existe mais, a gente nunca existiu. É angustiante, como quando a gente perde o controle do próprio corpo por uma fração de segundo e sente que vai vomitar, depois, recupera as forças e só fica o gosto amargo na boca. Eu estou com o amargo na boca e um medo de quatro de anos de idade enfiado, amarrado, irreparavelmente apaixonado pelas minhas entranhas. Sim, apaixonado. Qualquer outra explicação para um sentimento tão aflitivo viver por catorze anos dentro de alguém não faz o menor sentido.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E de Príncipe...

...O Encantado só tinha o Porto.


Só raciocinei o trocadilho hoje, mas, não pude deixar de achar genial...

domingo, 10 de outubro de 2010

- Are You Planning on Something?

Assim, ele veio. Sorriu, surpreso. Eu estou diferente!... Sorrio. É, estou. As coisas vão bem, continuam iguais.  Sentou. Calou. E eu preferi assim. Sorriu, de novo. Calei. Prefiro assim. E calei por muito tempo as frases racionais, para que os murmúrios pudessem gritar. Gosto mais deles. Gosto mais assim. Assim, desse jeito... Uhum. Isso mesmo... Fervorosos que éramos sem saber, terminamos quase em oração. Sorrimos. Rimos. Calamos. Sorrimos novamente. Você me liga, pô! A gente vai se ver assim que der, sim. Abraçamo-nos cordialmente. Fecho a porta. Assim, ele foi. Assim, foi tudo.

domingo, 26 de setembro de 2010

O Coletivo

Somos sutis. Mentimos por vício e por conveniência. Tomamos a escolha certa, ainda que nos minutos finais. Odiamos surpresas. Amamos controle. Carregamos nosso perigo dentro de nós mesmos. Apreciamos a elegância que não temos. A festa está em todo lugar, se quisermos. Temos esqueletos em nossos armários. Por sinal, já não moramos mais lá. Acreditamos que não haja nada de contraditório na ideia de um 'hardcore soft-porn'. Arriscamos muito, apostamos alto e jogamos mal. Ainda assim, jogamos melhor do que alguns de vocês. O rock é nossa origem, o pop, nosso 'guilty pleasure'. Sabemos que não é bom se jogar de cabeça na vida, por isso, mergulhamos de barriga mesmo. Achamos gatos animais muito arrogantes. Identificamo-nos pessoalmente com os mesmos. Somos o resumo de toda a arte e toda a esquisitice, um coletivo muito pouco revolucionário para as armas que tem.

Jornal Nacional - Edição Urgente

Boa noite.

Meu PC está fazendo barulhos escrotíssimos; suponho ser defeito de ventilação. A Sasha Grey é brasileira e bonita mesmo, como a Carol disse. Eu estou puta e frustrada, por ter recebido um não. Não gosto de nãos, principalmente, quando eu me esforço pelo sim. Mas, incrivelmente, estou tranquila, pelas coisas que eu nem sabia que existiam e que preciso preservar.

- Boa noite, Fátima.
- Boa noite, William Bonner.

[/musiquinha do JN]

sábado, 25 de setembro de 2010

Sobre Aquele Assunto Inacabado...

Ser um número na sua vida me incomoda. Não que você não o seja para mim; a diferença entre nós dois, é que eu uso o código binário para contar a minha história e você é um amontoado de letras, onde os números têm pouca ou nenhuma importância. Como muitas coisas a seu respeito, as quais suporto apesar de não me agradarem, faço que não me importo, faço que sei lidar, mas, não sei e ambos sabemos disso.
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Piano, piano, piano, piano.
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E você? Semi-ânime, tão mais vivo do que eu. Se faz de morto só pelo prazer de ser tocado, buscado, desejado desesperadamente, como eu o faço por você. Em algum momento, isso não vai mais ter graça para mim e você terá sido outro dos meus erros. Eu sei algumas das muitas coisas que pensa a meu respeito, majoritariamente nada lisonjeiras, de uma maneira que, se não fosse o ano de nascimento inscrito na sua identidade, eu diria ser inocente. Mas, você, que sabe se retesar e fazer de adulto tão bem, não consegue lidar comigo sem me esconder atrás de todos os defeitos que vê em mim. Você quer coisas para as quais não sabe se está pronto, eu acho, e por trazer algumas dessas coisas comigo, eu sou um ótimo ensaio para a vida futura, não?! A questão é que, na minha própria vida, não sou um ensaio, mas a peça, a ação acontecendo e cada erro que você me faz cometer é um ápice dramático para a exigente platéia dentro da minha cabeça assistir.
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Eu sou menos forte do que supõem, não há razão para me provarem tanto assim.
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E quanto aquela que tanto revolucionou em mim, sempre haverá tempo e espaço para nós duas, em algum lugar deste mundo.
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Êee, pequeno... Juízo, amor, juízo. Minhas palavras, meus sentimentos e meus pensamentos são para você, portanto, cuida do que é meu que eu cuido da sua amiga.
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Piano, piano, piano, piano, pra acabar.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

E Se Não Há Regras...

Isto não é uma exceção.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

@ Trouble, do Coldplay

Consciência deveria ser o antônimo de imaturidade no dicionário, porque é assim que se classificam dentro de mim. São tantas as situações em que contrastam e tantas as em que me sinto perdida por causa desse antagonismo... Sei que alguns traços meus são pura infantilidade e assumo isto, o que, por consequência, me tornaria mais madura do que uma boa parte das pessoas. No entanto, sabê-lo não significa anulá-lo, então, estou imersa em infantilidade de novo e mais sem chão do que nunca. É como a distância entre boas intenções e boas ações, imensa, mas, que de alguma forma as impede de efetivamente se separarem. Será que essa clareza das formas e causas dos meus atos é tão necessária às minhas infantilidades? São tão intrínsecas, a minha infância prolongada e a minha maturidade precoce, quanto a loucura e a sanidade que me conferem?
E todo caos do mundo tem origem assim, em negações que não rejeitam, em oposições que coexistem, nos fatos que não invalidam as ficções com que contamos as histórias de nossas vidas.

@ She Will Be Loved, do Maroon 5 (a.k.a. I See You)

A mesa está cheia de gente falando e gesticulando com uma alegria a qual sou alheia, enquanto ouço algo com um b.p.m. tão alto que todo o resto parece estar em slow motion. Eu ando impaciente e desconfortável, sentindo-me como uma naja durante a troca de pele.
Mudanças estão acontecendo dentro de mim, mas, é tudo muito discreto. Creio ser a caça novamente, apesar dos quase três anos que se passaram. Desta vez em condições perfeitas para caçar, sento e espero. Sei que deveria usar a experiência adquirida em tantos erros para me afastar de todo este dano evitável, mas se os outros vissem o que eu vi... Miragem ou não, certas visões são bonitas demais para se deixar passar.

@ Maroon 5 - She Will Be Loved
@ Pixie Lott - Apologize (Acoustic Live Session Studio)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Canção do Exílio

Dois dias de um absoluto e permissivo lapso de personalidade - ou seria do florescer de uma nova?! É possível, ou melhor, provável, que ele conheça bem melhor o jogo em que agora nos aventuramos. É provável, ou melhor, possível que haja mais manipulação em tudo isso do que o que consigo ver agora. Estou tentando respirar fundo, olhar com os olhos críticos de quem tem muitas feridas, mas confesso não ser o meu natural; ter sentido muita dor não significa, necessariamente, recordar-se dela o suficiente para evitá-la.
Não para mim.
Não nego estar surpresa. Não estou de guarda baixa e ainda assim, sinto-me ligeiramente fora do controle. No que diz respeito a ele, há quase um ar de divertida leviandade entre nós. No que diz respeito às minhas raízes, tudo está um tanto fora do lugar. Faltam-me o ciso e a coragem, para lidar com tais situações. A despeito de meus esforços, o que falta na primeira delas, abunda na outra e vice-versa.
Sinto que acabo de dar um mapa a ele, para que ande com tranquilidade sobre terras que não deveria dominar, mas - sshh! - vou lhe contar um segredo... Em nenhum passo do caminho que traçamos objetiva-se o controle do que nos é extrínseco; apesar de nós a evitarmos, é a nossa intimidade mais desconfortável que devemos explorar.

domingo, 8 de agosto de 2010

@Details In The Fabric, de Jason Mraz e James Morrison


"Você tem 364 mensagens de voz."
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Eu tomo coragem e os dedos pulam de tecla em tecla até você, até sua voz. Em meio a um burburinho familiar, porém distante, seu timbre se destaca. Mas nada disso é novo e eu ouvi as suas palavras tantas vezes quantas me foram necessárias para aceitar que não era nada ou para fingir com alguma propriedade que o fiz.
"Oi - sshh! Silêncio, gente! - Oi... No momento, eu não posso te atender. Deixe um recado e não se esqueça de dizer seu nome, logo depois do bip em três, dois, um..." E a gravação acaba com uma gargalhada sua, que um audacioso apito interrompe, sinalizando a minha vez de falar.
- Oi... Hoje eu ouvi aquela música do Bright Eyes e lembrei de você... Eu sinto sua falta, pequeno. Como sempre, as coisas estão fora do lugar. Não poder contar com você, ouvir sua voz, falar contigo não ajuda muito... Acho que é só isso, o meu tempo no orelhão vai acabar, então... É isso. Feliz um ano... De adeus, eu acho. E não que vá mudar alguma coisa... Mas, eu ainda amo você.
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"Você tem 365 mensagens de voz." 
Voce deseja... ☐ Ouvir    ☒ Cancelar ?

Autodefinição

De acordo com o Wikipedia, eu sou isto.
De acordo com a minha música favorita da Anberlin, "emotive, unstable, you're like an unwinding cable-car".
De acordo com a minha música favorita do Silverchair, "Anna wrecks your life, like an anorexia life".
De acordo com o meu pai, eu sou Anna Luiza Amanda Victória Redenção D. Pereira da Silva.
De acordo com a minha mãe, eu sou o temporão.
De acordo com o resto do mundo, eu sou meio maluca.
Mas, se você quer saber minha opinião, eu sou sou só o pronome mais pessoal do meu caso, reto por essência, e a primeira pessoa da minha singularíssma conjugação.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

@Vapor Barato/Flor da Pele, de Gal Costa e Zeca Baleiro

Éramos quatro ou cinco no quarto, às quatro ou cinco da manhã. Quatro ou cinco baseados depois da quarta ou quinta dose de vodca, falávamos todos uma língua muito própria, porém comum à todos do ambiente.
Já fazia algum tempo, havíamos passado do estágio de risadaria desatada. Éramos, então, uma versão mais livre e sóbria de nós mesmos.
Darío, um imigrante espanhol a quem Iana vinha amorosamente torturando, dedilhava o violão com a cabeça sobre ele recostada e movimentava-se conforme a melodia, em algo que lembrava muito convulsões em câmera lentíssima. Ao vê-lo tocar, entendi o porquê do interesse de Iana. Não que o rapaz fosse feio, mas, poderia facilmente se perder na multidão, não fosse por este alheamento tão íntimo e sensual.
Felipe, com quem Iana crescera e a quem amara, era melancolicamente solidário aos lamentos espanhóis, libertos em forma de melodia. Era provavelmente a única coisa que tinha em comum com Darío, além da cega e desesperada fidelidade a ela.
Ela era Iana. Um misto de filha de sereia com índia. Não havia mesmo quem pudesse resistir. Mas, ela também tinha seus fracos, e, ainda que não soubesse, o maior deles era Felipe. Corria em segredo - um segredo quase público - que ela havia cedido a ele, durante o encontro de suas famílias no Natal anterior. O que não corria em segredo, porque na verdade ninguém sequer sonhava, é que esta havia sido sua primeira e única vez. E que não fora sexo; fora amor. Havia herdado da mãe, entretanto, o dom de transparecer indiferença, mesmo morrendo por dentro, mesmo chapada. Então, lá estava ela, sorrindo bobamente, numa aparente letargia, quando o que mais queria era correr daquele quarto com Felipe para qualquer outro lugar onde houvesse somente eles dois.

sábado, 3 de julho de 2010

Sometimes I Wish...

I could violate your body, 'cause that's what you did to my mind and to my heart.


@Closer, do Nine Inch Nais

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Diários de Uma Recuperação

Hoje eu chorei. Pela primeira vez, eu acho, realmente percebi do que isso tudo se trata. A verdade é que eu sinto sua falta. Talvez, não sua, mas, daquele fiozinho de esperança que eu ainda tinha. Durante todo aquele tempo, sempre houve um 'e se...' se fazendo de surdo, tentando passar despercebido enquanto pairava sobre nossas conversas.
Você podia me querer, não podia?! Eu não sou assim tão feia, sou?! Talvez eu não seja magra o suficiente ou alternativa o suficiente ou não-eu o suficiente. O fato é que eu não sou o suficiente e isso é injusto. Injusto porque ninguém me disse que eu não tinha nenhuma chance quando eu percebi o que estava sentindo. Injusto porque aparentemente eu sou bem mais do que o suficiente para outros homens. Injusto porque nenhum desses homens para quem eu sou o bastante é você. Injusto porque eu te amo, mas, isso não tem nada a ver com você; eu te amo sozinha.

P.S. Eu sei que é cruel escrever isso, porque você vai ler. Mas, é mais cruel ainda viver isso. E, por alguma razão, eu tenho a impressão de que você não me amaria, se pudesse. Então, eu, na condição de rainha e soberana do reino de Minhaprópriavida, me dou o direito de te punir. Não tem razão para se preocupar, entretanto; na manhã seguinte eu ainda vou amar você.  

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Love, Three Letters, Begins With F... And Ends With UCKED UP.

Engraçado. Pareço ainda procurar você em qualquer pessoa que me cruza o caminho. Não que me faça rir de fato, mas como poderia ignorar o meio-sorriso sádico que surge em mim quando o assunto é tamanha (e cega) insistência?
A verdade é que não poderia. Porque nem mesmo em você aquilo por que lhe conheço parece mais residir. Há um estranhamento que não só me toca, como me abate (deer hunting sense) em cada nova palavra e em cada novo silêncio e em cada nova ausência da nossa nova e natimorta relação.
Eu sei bem em que ponto tornamo-nos o que não éramos - e agreadecemos aos patrocinadores de nossas dores: ave Muzachio, ave Garcez, ave Tiago! -, mas, por Deus!, quando o que nos tornamos deixou de também ser nós mesmos?
                                            . (Eco, eco, eco...)
Estamos mesmo sozinhos dentro de mim - eu e algo que atende pelo mseu nome e pela minha carência?
                                      ! - é uma pena que você não possa me  salvar  ouvir.
É frio agora, e sem poesia alguma. Frio, feio e escuro, e com três imagens poéticas.
- ♪♫ A Piano brige is required here.
The Piano bridge ends up here. ♫♪ -
Não faço mais sentido, nao é?! Não faço muito sentido em mais nada desde que "você acabou". É assim mesmo. Eu começo bem e termino desregulada, em ruínas.
Letra cursiva e LeTrA fOdIdA. A de "aterrorizada" na UERJ e F de "fail" em todo o resto.  Ter a melhor irmã do mundo e "ter  mesmo uma irmã?!". Amar uma puta mentirosa e ser trocada por uma puta mentirosa. Estar com alguem e estar com HPV. Amar você... E amar você
"Whatever makes you happy. Whatever you want.
You're so very special... I wish I was special... But I'm a creep."

A Pause For Logical Reasoning

If you call me little creature and you're my creator, is it your fault that I am little? Then, are you the one to blame?



Shit.

sábado, 5 de junho de 2010

He Was A Friend...

"He was a friend, a friend of mine,
The type that we spend our lives trying to find.
I thought in the end you'd be okay
Watching the love of your life fade away."


Eu tenho um pouco de pena de mim, às vezes. Sei que é algo pesado de se dizer, sei que soa triste, mas, é mais uma pena-solidariedade do que uma pena-pêsames.
É que eu amo você e sei com toda amplitude e absoluta certeza o que quero dizer com isso. Eu amo você há quase três anos, sem a menor chance, sem a mais desbotada possibilidade de sequer olhar pro o céu sobre nossas cabeças, ao seu lado, buscando os planetas e os seres que você acredita que ali podem estar. Eu amo você há quase três anos e o que de mais forte extraí do nosso último encontro, foi o abraço de despedida.
Sua o corpo quase frágil e quase forte, a pele levemente morena e a barba pra ser feita.
Se em algum momento da minha vida eu quis um futuro, ele tinha isso em cada manhã e um apartamento pequeno. Ele tinha a nossa liberdade de amigos e a liberdade de indivíduos que se complementam, a liberdade que só surge com quem se ama. Ele tinha o mínimo do mundo e tudo de você.
Talvez você não saiba, mas, amar você implica em amar também seus amores, seus maus hábitos, sua cabeça confusa, seu passado tortuoso e o seu tempo.
Posso dizer que até hoje, a cada relacionamento fracassado que tive, uma mulher que eu seria foi abortada, mas, não a que eu seria para você. Até onde sei, esta mulher que seria sua é a única que realmente sou eu.

domingo, 30 de maio de 2010

Antiquário de Poesias



Licença Poética
Sentia.
Muito.
Sentia muito.
Muito orgulho.
Das escolhas que fizera.
Daqueles que amara.
Sentia. E sentia muito. Medo.
Do dia em que acordaria e não sentiria.
Não sentiria mais. Não sentiria nada.
Então o que seria? O que haveria? Se não sentisse tanto sua ausência física. Se não houvesse sua voz ressoando do outro lado da linha. Se não houvesse mais abraço imaginado, se não houvesse mais você.
Sentia. 
Sentia muito.
Sentia até demais.

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Fotos e Grafias

Passo tuas fotos. Leio tuas palavras. 
Quanto disso é a garota que eu beijei?
Quanto disso é a garota que eu beijei?

Passo tuas palavras. Leio tuas fotos.
Grafo teu nome no papel, se posso.
Grafo teu papel na minha vida, se der.

Leio tuas passagens. Fotografo tuas palavras.
Apenas não me odeie, por favor.
Apenas não me odeie, só pra eu poder te amar.

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Untitled
Era a primeira vez em muito tempo que ouvia a voz amiga dizendo-lhe da vida distante, das imensas surpresas por trás de cada dia que ele não mais acompanhava. Ouvia com a paciência do irmão, a paixão do amante. Entre uma frase excitada e outra aborrecida do outro lado da linha, aceitou não-efemeridade dos próprios sentimentos. Se, por um lado, aquela condição silenciosa e apaixonada se estenderia por muito tempo, por outro, seria plena em toda sua duração, sabia bem. Então, manter-se fielmente ao lado amigo revelara-se mais do que um desejo; uma estratégia de sobrevivência. As longas conversas virtuais tornaram-se oxigênio para um alguém que respirava poucas vezes e com vontade – temendo a falta de ar. As ligações ocasionais eram motivo de sorriso, ainda que lágrimas fossem o motivo das ligações. Havia lá, havia cá e assim seria. E fim. Ou melhor, e continua. Mas, este é o fim do texto. Porque pra sempre é muito tempo para ser escrito e muito pouco para o que esta história vai durar.


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E assim eu fui, assim eu era, assim eu sou.


sábado, 8 de maio de 2010

Rough Draft - These Are Merely Ideas. And thoughts. And Feelings.

You're my definition of God. It ain't got anything to do with your appearance or our current link, but with the idealized one, with the one I've been planning/dreaming for our future. It's got to do with the lazy mornings, rolling over the bed, waiting until it's 12 a.m. to meet our friends; not yours, no mine, but, ours. I've been dreaming of a shared life, full of me in you and even fuller of you in me. I've been dreaming of the days we'll be part of each other, the daily routine, the mistakes, the laughters, the tears, the family reunions, the plans, the body, the heart. I've been dreaming of this for so long that my hopes are gone, but the dream remains. Maybe someday I'll be able to dream of it with someone else. But, so far, I can't see myself happy with anyone else but you.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Disease, Three Letters, Begins With H... And Ends With ELL.

Como se não bastasse eu ter abandonado a política. Como se não bastasse eu me sentir sufocando a cada vez que este é o assunto. Como se não bastasse eu chorar em público ao rever alguém quenão tinha nada a ver com isso, senão um piscar de olhos e memórias que se conectam e desconectam sem que eu possa racionalizá-las. Como se não bastasse a sensação de que tiraram um pedaço meu, que eu nem sabia que me pertencia, que eu nem sabia que tinha. Como se não bastasse terem arrancado tudo o que eu tinha por dentro. Como se não bastasse ter feito sexo sem o menor tesão. Como se não bastasse ter feito coisas das quais me arrependo.
Como se não bastasse tudo o que você me tornou.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ei, Você...



All I Need* sempre vai ser a nossa música. Ou melhor, All I Need sempre vai ser a nossa música?
E eu amo você.




* do Lucas Silveira, a.k.a Beeshop. 

domingo, 18 de abril de 2010

Logo Eu...

Logo eu, que ia salvar o mundo,
Fodi tudo em um segundo
E o poema acaba aqui.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

@ Best of You, do Foo Fighters (a.k.a. Entranhas)

Eu preciso resolver essa minha situação com você, porque só eu sei o tamanho das partes de mim que são arrancadas todos os dias, a cada vez que o relógio dá as 5:50 e os meus olhos abrem.
É a merda da merda. Não pense que eu acho bonito fazer da pessoa mais inocente que encontrei no meu caminho um paliativo, mas, é tudo o que me resta quando a ausência daquilo que eu associei a você é sempre tão presente.
Você é um filho da puta. Um filho da puta talentoso, mas, ainda assim, um filho da puta.
Você sabia que eu ia surtar assim, não é?! Bem, sorte sua, porque eu me sinto estuprada todos os dias, bem mais do que naquelas noites e o que eu perco a cada hora é muito maior do que a minha intimidade - já violada em tantos níveis que já nem sei se me importo mais com o que passou. É a minha sanidade, é a virgindade daquilo que existe de mais verdadeiramente íntimo em mim, aquilo que ainda me mantinha pura e ingênua de alguma forma, aquilo que se foi.
Porra, cara! Olha o que você fez comigo! Eu largo toda a poesia que eu tenho pela metade porque o meu desespero é maior do que tudo aquilo que eu entendia por identidade minha. Você fez como os outros e passou por cima do meu esforço pra me reconstruir apesar de tudo. Aliás, você fez pior, porque eles não me conheciam e você, sim.
Sabe o que me dá mais raiva? Sou eu. Eu esperei que você fosse o mínimo de um homem pra mim e isso era demais de você. Eu devia ter visto o que era claro. Eu devia ter ouvido o que era audível. Eu devia ter sentido o que era palpável. Até porque agora minha vista é nublada, os sons não passam de ruídos e eu perdi completamente o chão.
Were you born to resist or be abused?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Terezinha de Jesus

Ultimamente, tenho visto a minha identidade emocional ser quase ignorada pelos que me circundam, que alegam repetidamente o quão madura sou. Talvez a aceitação seja difícil ou quem sabe seja simples cegueira, mas, o fato é que não amadureci pelas dores a que me submeti e fui submetida.
Sob os idealismos e utopias, sob a sexualidade vendida e explorada, sob a auto-suficiência intelectual, sob a ironia ácida e bem-humorada, sob a frustração crônica e até sob a própria carne... Sob todos estes destroços, bem lá, no fundo de mim, há uma criança de quatro anos aterrorizada pela escuridão solitária em que o tempo e as circunstâncias a enfiaram.
A minha história tem um pai que morreu, que me deixou sem querer. Tem um primeiro amor obcecado, que a malícia da infância tratou de amargurar. Tem um grande amor, que foi violentado, usado, vendado, exposto e esgotado. A minha história tem um amor atemporal, tão incerto e pessoal que tirou da minha vida pela dele, mas nunca fez o oposto em igualdade. A minha história tem um amor traído na subjetividade ingênua das idéias, pela subjetividade capciosa das palavras.
Não é uma história de superação, é de sublimação, e isso é o que ninguém parece entender.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quizás...

Quão mentirosa eu sou por lhe sorrir todos os dias, forjando pura simpatia quando o que me acomete é o mais perturbador encanto?
E quão inconstante devo lhe parecer pelas caretas que intercalo aos gestos triviais, incutidos de imperceptivel doçura e quase apaixonada admiração?
Quão terminal é o meu estado e o risco que corro; podes me dizer se é de vida ou de morte ou de amor?
Quão comprometida estou com o laço que consciente e involuntariamente ata-me a ti e por que o rejeitas sem nem mesmo sabê-lo?
Quão sinuosas são as curvas dos teus pontos de interrogação - são assim tão floreadas quanto as penso?
E quanto a tuas exclamações, são capazes elas de encher-me os lábios e a garganta, emudecendo-me tanto quanto teus olhos reticentes?
Já nem sei quantas vírgulas pularia ao dizer "te amo" sem esperar o "e viveram felizes para sempre"...
E como urge o desejo de dizer-te que tenho o mundo a oferecer e nada a pedir em troca senão teus ônus e bônus, o todo de ti como és!
Suponho ser tempo de arrancar uma página. Ou quem sabe de reescrever todo um livro.

terça-feira, 30 de março de 2010

@ Crazy, do The Injured List (a.k.a. Sonhei)

Sonhei. Não esta noite ou outra, mas, a vida inteira, sonhei. Sonhei com o dia em que teria orgulho absoluto de quem sou; saia lápis, tight lacing, o corte certo de cabelo, uma profissão de poder e satisfação solitária de qualquer necessidade ou prazer. Mas, e se esta não for eu? E se eu não puder me orgulhar disto? Do que vou poder me orgulhar?



Interrompemos nossa programação extraordinariamente para comunicar aos leitores que Alexander e o vigilante não mais estão entre nós - provisória ou definitivamente. Em homenagem, deu-se o título ao post. 
                                
 

domingo, 21 de março de 2010

@ Wait, do The Injured List

Acabo de passar por uma sessão nostalgia. Visitei fotologs daquela gente que povoava minhas vagas memórias de Abel, contraditórias e carregadas, como toda memória ruim depois de embaçada pelo tempo.
No campo das lembranças, há alguns de quem sou até capaz de sentir falta, de perguntar a mim mesma carinhosamente sobre como estariam dois anos depois. Há outros à quem nem mesmo as lembranças são misericordiosas, e o desgosto por tê-los um dia apreciado é recorrente. (Desgosto é sutileza poética minha; é nojo, mesmo.)
...But you won't think of me until the sun sets...

Ainda que eu adore me queixar da vida como eu a moldo, não nego o quão bem me sinto ao lembrar deles. É uma questão de analogia e sinceridade, e, fazendo uso de uma analogia sincera, se meu mundo é banhado a líquido amniótico, o dessa gente é imerso em banha de porco, vaselina e loção hidratante Victoria's Secret.
Ou seja, não importa quão bem eles cheirem, a sujeira sempre vai estar lá, oculta pelo dinheiro, pelos sorrisos e por aqueles laços sinceros de amor e amizade.
...You're better than them...

Telegrafias do Campo de Guerra

Ainda não sei como estou. Se disser que estou bem, não é mentira. Nem se disser que estou mal. Parece que um furacão passou pela minha vida enquanto eu estava adormecida pra ela, enquanto ainda estou. De qualquer forma, não vou maldizer um entorpecimento que me é tão confortável.
---
Há algum tempo atrás me diziam que o futuro estaria muito a frente. Ao mesmo tempo, falavam com urgência dos muitos preparativos que ele iria solicitar de mim. Agora, sinto que já passei da esquina em que o futuro estava e acho não sei voltar.

sábado, 20 de março de 2010

Tu Doives Entendre...

Je t'aime, petit Renard. Je t'aime, petite Menteuse. Je t'aime, mon Déni parfait.

domingo, 14 de março de 2010

@ Lanterna dos Afogados, do Paralamas do Sucesso

Sorriso; eu sorrio. Podia bem ter sido uma careta, tão mal eu me controlo perto de você, que entorta a boca e as sobrancelhas por uns três segundos, antes desfazer-se em um sorriso de retribuição.
"Sabe... Às vezes acho que você tem medo de mim."
"Por quê?"
"Porque você não me olha nos olhos por muito tempo."
"Ah, é hábito. Eu não costumo encarar as pessoas."
"Na verdade, nem eu. Mas, gosto de olhar pra você."
Sorriso; seu. E pergunta; sua, também.
"Obrigada, mas... Por quê?"
Não respondo de pronto - e nem poderia. Custa-me verbalizar analogias tão íntimas.
"Você já fez apnéia?"
"O que isso tem a ver?!"
"Tudo. Apnéia me deixa em alfa, longe de tudo que me faz sentir presa. Não há felicidade ou tristeza no mar; só há você, a sua essência. Olhar pra você me deixa tão acima de tudo quanto a apnéia."
Dúvida, incerteza, suspeita, cautela - compaixão, talvez. Mas seus olhos me eram incógnitos. Como o mar.
"Acho que sim..."
"Sim?! Sim o quê?"
Cautela, incerteza, suspeita, dúvida - paixão, certamente. E seus olhos ainda me eram incógnitos.
"Acho que sim, devo ter mesmo um pouco de medo de você..."
" ... "
"...Mas Fangoria sempre foi minha revista favorita."

Eu to na Lanterna dos Afogados.
Eu to te esperando; vê se não vai demorar.

Senhoras e Senhores,

Interrompemos nossa programação para anunciar mudanças em nossa grade. Ela não mais deterá a pequena selvagem por trás destes posts. (E isso foi absolutamente não-sexual.)

Sushi Mudo: resignificando interrupções desde 2010.
Just knowing this matters, I just feel stronger and sharper.
Found a box of sharp objects; what a beautiful thing!

sexta-feira, 12 de março de 2010

Então, Vem Falar de Amor Aqui Fora

Prédifícil, Préfácil  Prefácio -
Ele é só um nome cheio de vogais, como o corpo de seu dono é cheio de vícios e a mente, cheia de estranhezas. Por alguma razão, essa confusão de vogais, vícios e estranhezas me trouxe de volta a um lugar onde não vinha há dois anos, um lugar aonde pensei que só você, Thomas, pudesse me levar.
- E aqui começa o Era uma vez.... -
Faz algum tempo, havia um lugar de matas inexploradas nas quais costumava me perder brincando de um esconde-esconde alheio ao tempo, um lugar onde só as folhas úmidas do chão e você pareciam importar. E, claro!, as suas mãos dadas às minhas. Data daí não o meu primeiro conceito, mas a minha primeira definição de felicidade. Esta última durou suas boas e poucas horas, até que já não era eu quem te fazia feliz. Data daí não a minha última definição, mas o meu último conceito de rejeição.
- E aqui começa o clímax!
As pessoas costumam associar a coisas muito boas a idéia de voar. Em sua maioria, o fazem por não ter experimentado a angustiante sensação que não ter nada sob os pés provoca, depois de algum tempo. Quanto ao lugar das minhas primeiras definições e conceitos, os ares antes temperados tornaram-se congelantes e as imponentes árvores reduziram-se a cinzas diante de uma versão semiânime de mim mesma. Não poderia ou saberia fugir, por desconhecer os caminhos. Sentia-me como se recém-saída de um transe. Tudo o que me restava era a vista antes encoberta pelas árvores: o mar mais negro e mais triste, o cemitério de quatro pessoas. E da quinta, que era eu. Meu epitáfio me aguardava com a falta de avidez dos mortos, mas, consistente; eu era mais sua posse, do que o contrário. E isso é o que por último me lembro daquele lugar, que hoje eu sei... Era dentro de mim.
- Posso te chamar de anticlímax? -
Acordei uns três ou quatro meses, parcialmente consciente, um tanto entorpecida. Explicaram-me depois que um navio à passeio me viu a vagar e fez o resgate. Eis que vi a mim mesma e ao mundo, incomodamente reais ainda que sob o embaçamento forçado e necessário da morfina. Mãe e irmãos oscilando entre o alívio e o receio. Os amigos haviam partido. E o amor? Ficara na ilha, adormecera sob o aquecimento quase maternal da minha lápide. Sentiria falta dele para sempre. Ou seria falta de mim?
Pósdifícil, Pósfácil  Posfácio -
Estou tonta outra vez. Posso distingüir de longe o adeus apreensivo dos novos amigos no porto da sanidade, a ignorância temerosa nos olhos da família. Sinto minha mão ser apertada, um chamado à 'realidade', e tudo clareia outra vez. Reconheço o trajeto, conheço a viagem. Identifico a companhia, agora sob novo nome. Mas as terras em que hoje aporto em nada lembram aquelas em que antes me aventurei, tão inocentemente. É com um vazio saudoso que constato: se aquelas terras estão em ruínas, o mesmo se pode dizer de mim.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Because Anna Is a Girl and She Loves the Denial

Anna is a girl.
Girls love the Denial.
Anna loves the Denial, then.


There's something funny about the Denial. It's got its own kind of beauty, such a private way of being the sweetest answer to all of my latest questions.
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Dead and gone, dead and gone.

segunda-feira, 1 de março de 2010

@ Let It Bleed, do The Used

Olha pra mim. Olha bem nos meus olhos. Eu não sou nem de longe aquilo que você queria ver, não é? Mas uma dia você quis. Quis tocar isso que hoje você rejeita, quis se deitar comigo... Hoje você se faz de morta e ainda assim, se deita. E é engraçado porque as suas palavras eram quase sempre mais sujas que as minhas e você sempre pareceu querer isso mais do que eu. Então, quem não queria, no fim das contas?!
Já não faz diferença. Eu te afastei e você está longe agora.
With my foot on your neck, I finally have you right where I want you.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Os Estágios de Um Luto Anunciado, a.k.a COMMITTED?! WTF?!

Enquanto eu me preocupava em não me apaixonar, o mundo girou e eu não vi. Sabe o que mais me emputece? É ter acreditado num discurso que era meu - o qual nem mesmo me convencia, quando dito por mim - simplesmente porque ele saía da boca de outra pessoa.
Trouxa. Burra. E nas palavras de qualquer um que me conhece, tudo isso toma a forma de uma solidariedade desnecessária: "Ah, no fim das contas você era boa demais pra ele". Isso é quase como desejar os pêsames a um coração partido, isentá-lo de 'culpa' quando o assunto é (vejam só!) se interessar por alguém que preste pra algo além de três dias de foda.
Eu só não esperava isso... Ou melhor, esperava, mas, preferi fingir que não via o caminho que começava a se mostrar pra mim.

'Saudades.', você diz.

Pois eu digo que se sente saudades agora, imagine quando se der conta do que quebrou, do que perdeu, do que estragou.

P.S. And don't you ever dare to think I'll be your booty call, you asshole.
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Este post é patrocinado pela C&A: Abuse, use.

Prestação de Conta

Senhoras e senhores, interrompemos nossa programação normal para transmissão do horário apolítico.
Voltamos em... Ok, não esperamos voltar mais.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Challenge #1

A pequena Sophie não reclamava, mas, seu rostinho mostrava sua dor e o esforço que fazia para parecer forte. Não havia sido nada demais: seguia uma joaninha no quintal quando tropeçou, arranhando o joelho. Ainda assim, veio correndo e sem fazer um som sequer apontou para os riscos em sua perna, como um soldado pediria a amputação: resignada e corajosa.

Era tão dramática... Tão docemente dramática!

Feridas já limpas, gaze e esparadrapo sobre as pequenas escoriações, com um beijo na testa, dado pela mãe, e um cubo mágico entre os dedos, saiu do quarto devagar qual uma nuvem de fumaça. Na mesma lentidão, tal lembrança se esvaiu de mim.
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Era estranho pensar que o rosto alegre na foto fora meu, que a minha infância fora assim feliz. Ficava ainda mais estranho se a constrastássemos com a minha adolescência, se analisassemos aquela luz contra a escuridão mórbida da minha juventude.
Se, de alguma forma, os traços daquele rosto lembravam os meus, podiam ser também os de qualquer outra - de olheiras menos profundas e futuro mais brilhante.
Não. Definitivamente, já não me reconhecia mais ali.
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Lembro-me bem, daquilo que sobre mim se dizia na minha cidade natal, em diferentes idades...
Até os treze, ouvia-se:
"Ela é linda, não é? E tão inteligente... Vai ser o orgulho da família."
Dos treze aos dezessete:
"É tão linda quanto, hm, distraída, essa garota. É tão vívida e dá-se com todos. (Acrescente malícia ao tom de voz. Nem quando ainda inocente perdoavam meus futuros 'crimes') Mas é tão sem juízo.Sabe, ouvi dizer dela com o filho do vizinho. Vai dar trabalho a família..."
Dos dezessete até hoje...
"Largou-se, a menina dos Gutierrez. Se viu na vida cedo demais e tanto fez, que levou o pai desta para os braços de Deus. (Pausa dramática. Sinal da Cruz. Porque eram todos muito cristãos, aqueles putos pecadores...) Sempre soube... Desde o berço já se sabia que pra muito não iria prestar. Só fez trazer desgosto aos pais, a criança. E não lhes culpo... Há uns que nascem já com isto entranhado em si."

E repare então você, meu leitor, em uma coisa; quantas linhas gasta-se para elogiar? E para pôr em dúvida? E para condenar?!
 Chamam-me de subversiva por lá, mas, foram eles quem subverteram as coisas. Os negócios, os casamentos, os filhos, os amores e até a lei do Cristo. Afinal das contas...
'Aquele que nunca pecou, que atire a primeira pedra.'
---
Acordei na cama de Ian com alguém que não conhecia acariciando minha tatuagem, com a ponta do indicador. Abri os olhos e sorri ao estranho, estendendo-lhe a mão - vi que não era má figura, já sem saber se era um cliente ou um amigo qualquer.
- Ian me disse que não se lembraria, então... - O estranho apertou minha mão e retribuiu o sorriso, meio sem jeito. - Sou Lars e sou primo do Ian.
- Ah, que bom, Lars! - suspirei aliviada - Pra ser sincera não queria mesmo trabalhar hoje... Me chamo Sophie.
- Eu sei. Ele foi fazer o café pra nós e...
- Nós transamos?
Só me dei conta de que o tom casual da pergunta o havia constrangido quando vi seu rosto branco ficando vermelho.
- Ah, sim. Quer dizer, não. Não transamos, já percebi.
Seguiram-se alguns segundos de riso sem graça e silêncio constrangedor, ao que, para quebrar o gelo, Lars perguntou:
- O que quer dizer sua tatuagem?
Eu sabia que, algum dia, ia preferir não ter contado a verdade, mas, não quis mentir. Eram 07:15 da manhã, estava cedo demais pra isso. Disse-lhe, no tom mais simples e inocente que pude:
- É latim. Um ensinamento de família... 'O amor mata.'
- Hm... É uma bela lição, uma bela frase.
- Não. - Disse amargamente, talvez mais pra mim do que ao visitante. - É uma lição necessária, só. Acredite; não há beleza alguma em seu sentido literal.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

The Girl Who Loved Yngve

Eu não o achava tão interessante até conhecê-lo. Não é especialmente bonito, não diz coisas especialmente inteligentes, nem compartilha dos meus gostos mais profundos.

Entretanto...

Entretanto, fala o que pensa e só o que pensa. Bem sei que não fala tudo o que pensa, mas o que fala é bastante sincero e me cativa - mesmo as coisas mais tolas. Além do mais, quis ter minha meia hora de privacidade e conversas com ele, o que quer dizer que, gratuitamente, me confiaria a ele.
'Ponto pr'aquela gracinha de rapaz!', diz a velha senhora.
Não posso deixar de lhe sorrir em concordância. Yngve* marcara mesmo alguns pontos e eu posso até vê-lo assistindo filmes comigo.
Porque, notem ou não, é disso que eu preciso: amigos e filmes.

* Os nomes foram alterados para fins de... Hm, sei lá, sobrevivência.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

@ Dance, Dance, Christa Paffgen, do Anberlin

Tem uma coisa relativamente engraçada na minha doença. Se fizéssemos um teatro de marionetes para interpretá-la, a protagonista seria a minha vontade de não me tratar. Porque quanto mais longe do tratamento eu estiver, mais perto da cura eu fico. E por cura, eu entendo não viver mais dia algum na doença. Nem na sanidade.
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15 de fevereiro. Hoje completam dois anos. Se você já tocou alguém que ama de verdade, se já beijou, se já desejou e viveu o desejo, sabe do que eu estou falando.
Eu ainda te amo. E, na verdade, nunca vou deixar de amar.
P.S. Eu até hoje lembro da quantidade de pessoas, mas, especialmente da cara do segurança. Impagável. E eu ri, porque eu te amava tanto e estava tão feliz... Ele nunca entenderia aquilo.

@ Carnavália, dos Tribalistas.

Eu sou fã da poesia crua. Veja bem, nada disse de poemas, mas, de poesia - e essa segunda se vê em todo lugar.
E, logo eu, dela tão amante, a tenho abandonado por muito pouco. Não sei quando meus olhos se fecharam; só sei que não a vejo mais. Se por um lado não a vejo, por outro há tanto que não quero ver e segue meus olhos.
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Manoel Carlos é um babaca. Quer enfiar poesia no cu da merda e fazer o Brasil engolir. Ciclotimia não é legal, Maneco. Não é bonita. Na vida real, o Rodrigo Hilbert não vai virar pra mim e dizer 'Você é ciclotímica' como quem avisa de um borrão na maquiagem. Talvez, com a Reversal Russa, mas, não aqui.
E, se ainda assim, você achar ciclotimia algo dulcíssimo e sutil, Manequinho, então enfia seu achismo no cu, junto com a minha fase distímica.