quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Dear Brother,

Eu estou pra escrever isso há um tempo. Faltava-me a coragem. Depois de todo aquele drama, qualquer ideia de pedir perdão e meu espaço de volta é sempre guilhotinada pela razão: o quão estúpida e infantil eu pareceria por não conseguir levar adiante uma simples decisão, por voltar atrás?! Qualquer pouco seria demais. Não tenho cabeça nem auto-estima pra isso. Então apago tudo que foi digitado, me xingo mentalmente e escolho algo melhor pra me ocupar. Até reconsiderar e tentar de novo. E desistir de novo.
A parte que fica só pra mim (não importa o quanto eu escreva) é que eu só queria de volta tudo aquilo pra poder te chamar de irmão. Desejo súbito e aparentemente desconexo, eu sei. Mas irmão é uma das poucas palavras que resumem com eficiência a gratidão que eu sinto por você e os meus desejos, em geral. Eu espero que você seja feliz, tenha sucesso, conheça alguém e até que se afaste, porque as coisas são assim. E que volte pra mim, ocasionalmente, dizendo como é a vida pra outra parte de mim, maldizendo o afastamento e feliz. Feliz, só.
Don't waste your time on me, you're already the voice inside my head.
I miss you, I miss you.                                                                     .

domingo, 13 de fevereiro de 2011

The Injured's Wish List

DO PERTENCIMENTO:
Dinheiro pra caralho
Tequila pra caralho
Amigos pra caralho

DO QUE OS OLHOS NÃO VÊEM:
Jay Vaquer
Anberlin
[Insert Attention-Worth Music Here]

DO VIM, VI E ETC:
The Used
My Chemical Romance
Forfun

DO CONSUMISMO IRREPREENSÍVEL:
Merch do The Used
Merch do MCR
Merch do FCKH8.com

DA FAUX QUEEN:
Um underbust
Um overbust
O Corte

DAS SEGUNDAS CHANCES:
O Princípio Inesperado: porque há muito por ser dito, por ser feito. e é especial.
O Melhor de Mim: porque é um privilégio que nunca tive. e é eterno.
O Erro Recorrente: porque -BOOM!- eu te amei. e é irresoluto.

DO DEVIR:
A Estrela de David
A tatuagem
Os labrets

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Universo Alternativo

Fossem outros os tempos, riríamos no chão de madeira da minha casa. Alguma coisa pequena e aleatória que não saberia dizer agora.
Você cansado e com saudade de casa, mas feliz por mim. Feliz comigo, a novidade de sempre.
Dada a pausa do silêncio, dada a pausa do beijo que não devia ter sido o que foi... Brigaríamos. Porque 'vivíamos algo que não éramos, nunca poderia me dar o que...'
Sono de mim, de você, do teu moralismo superprotetor. Sono de estar tudo errado, até no Universo Alternativo.
A mesma discussão de sempre. O mesmo desespero, o mesmo pavor, a mesma batida de porta, o mesmo choro, a mesma fala chorosa. O mesmo fim que eu não saberia dizer agora - nem antes.
O mesmo adeus.
Fossem outros os tempos, sofreria. Mas, hoje, contadora de histórias, sofro é pelo adeus que não dei. Ou pelo adeus que não existe.


Não saberia dizer.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Ao Melhor.

Eu nunca te agradeci. Eu saía despejando as minhas verdades, pedindo espaço, mas nunca agradeci. Não foram poucas as vezes em que tentei fazê-lo. No entanto, as tentativas digitadas eram logo deletadas; me soava como um direito concedido a mim por mim mesma. Impertinente, incômodo, desagradável. Foi então que, quando eu assistia a um filme, essa música - que já significava o mundo pra mim - acabou dizendo tudo o que eu queria ter dito e tive medo. A questão é que tem um milhão de coisas acontecendo agora. Eu, a maior adepta de simbolismos que conheço, estou me tornando maior de idade, passei no vestibular, vou estudar em outra cidade e viver outra vida. Coisas que não posso dividir com você porque você não está aqui, porque não pode, porque não deve, porque eu o afastei. E, se aquele medo de ser inadequada ou errada me impedisse de agradecer pelas coisas que ganhei... Então, não seria merecedora delas. Esta é a minha maneira desajeitada de ser grata a parte sua que me trouxe até aqui.

"Não há ninguém na cidade que eu conheça.
Você nos deu um lugar para ficar.
Eu nunca te agradeci por isso;
achei que poderia ter mais uma chance.

O que você pensaria de mim agora,
Tão sortuda, tão forte, tão orgulhosa?
Eu nunca te agradeci por isso,
agora eu nunca mais terei uma chance.

Que os anjos te guiem.
Ouça-me, meu amigo,
em estradas insônes, os insônes se vão.
Que os anjos te guiem.

Então, o que você pensaria de mim agora,
Tão sortuda, tão forte, tão orgulhosa?
Eu nunca te agradeci por isso,
agora eu nunca mais terei uma chance.

Que os anjos te guiem.

E se você estivesse comigo hoje a noite,
eu cantaria para você mais uma vez.
Uma canção para um coração tão grande
que Deus não poderia deixá-lo viver."
                    Hear You Me, do Jimmy Eat World