domingo, 14 de março de 2010

@ Lanterna dos Afogados, do Paralamas do Sucesso

Sorriso; eu sorrio. Podia bem ter sido uma careta, tão mal eu me controlo perto de você, que entorta a boca e as sobrancelhas por uns três segundos, antes desfazer-se em um sorriso de retribuição.
"Sabe... Às vezes acho que você tem medo de mim."
"Por quê?"
"Porque você não me olha nos olhos por muito tempo."
"Ah, é hábito. Eu não costumo encarar as pessoas."
"Na verdade, nem eu. Mas, gosto de olhar pra você."
Sorriso; seu. E pergunta; sua, também.
"Obrigada, mas... Por quê?"
Não respondo de pronto - e nem poderia. Custa-me verbalizar analogias tão íntimas.
"Você já fez apnéia?"
"O que isso tem a ver?!"
"Tudo. Apnéia me deixa em alfa, longe de tudo que me faz sentir presa. Não há felicidade ou tristeza no mar; só há você, a sua essência. Olhar pra você me deixa tão acima de tudo quanto a apnéia."
Dúvida, incerteza, suspeita, cautela - compaixão, talvez. Mas seus olhos me eram incógnitos. Como o mar.
"Acho que sim..."
"Sim?! Sim o quê?"
Cautela, incerteza, suspeita, dúvida - paixão, certamente. E seus olhos ainda me eram incógnitos.
"Acho que sim, devo ter mesmo um pouco de medo de você..."
" ... "
"...Mas Fangoria sempre foi minha revista favorita."

Eu to na Lanterna dos Afogados.
Eu to te esperando; vê se não vai demorar.

1 Comentários:

Blogger Ilargi disse...

corage amiga,parad paghapa são

15 de março de 2010 às 19:13  

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