Dear, I Failed.
Eu não sei o que sou. Sei menos do que sinto, do que minto, do que é seu. Achei que seu não era mais nada, que era só lembrança de decisão tomada e bons desejos. E não é. Nem mais melhor amigo, nem na ausência se torna passado. É presente, e suponha o significado que puder, porque eu sei; significa demais.
Essa confusão toda é que quando eu erro, eu quero você pra me corrigir, me consertar, me fazer certa. É que buscando alguma coisa, hoje a noite, não encontrei coisa alguma. E só queria você.
(Tudo o que esta frase precede ou sucede é produto de um alguém moderadamente bêbado, altamente confuso e um pouco melancólico.)
Era tudo tão mais fácil quando eu sabia de tudo, quando eu (não) tinha você e isso me bastava, quando eu podia estar só apaixonada e dizer que era fase.
Nada disso era verdade.
(E eu não sabia de porra nenhuma!)
Ter você (ou não) não me bastava; era só espera e esperança de que um dia, você percebesse que me amava. Com todo o potencial pra ser estranho e belo que os meus sonhos têm, você podia até ir amando aos poucos, em partes, confuso, antes de finalmente saber me amar.
Há a realidade no caminho, no entanto. É a outras que ama, que deseja, que estima em lugar que é próprio e insubstituível. A mim cabe a gratidão, o prêmio de consolação disfarçado de respeito e admiração.
Sinto por não me iludir a respeito do fato de que eu te amo e você não pode me amar, por alguma razão superior. Sinto por não me iludir a respeito do futuro, de não protagonizar a sua história com final feliz, na qual estou perdida em algum lugar entre coadjuvar e assistir. Sinto por, tão fraca, cogitar aceitar tudo isso sob a condição de que pare de doer tão gentilmente. Não aguento mais ouvir meus pensamentos entre as frestas de toda essa confusão de você em mim.
Eu mereço ser feliz.
Essa confusão toda é que quando eu erro, eu quero você pra me corrigir, me consertar, me fazer certa. É que buscando alguma coisa, hoje a noite, não encontrei coisa alguma. E só queria você.
(Tudo o que esta frase precede ou sucede é produto de um alguém moderadamente bêbado, altamente confuso e um pouco melancólico.)
Era tudo tão mais fácil quando eu sabia de tudo, quando eu (não) tinha você e isso me bastava, quando eu podia estar só apaixonada e dizer que era fase.
Nada disso era verdade.
(E eu não sabia de porra nenhuma!)
Ter você (ou não) não me bastava; era só espera e esperança de que um dia, você percebesse que me amava. Com todo o potencial pra ser estranho e belo que os meus sonhos têm, você podia até ir amando aos poucos, em partes, confuso, antes de finalmente saber me amar.
Há a realidade no caminho, no entanto. É a outras que ama, que deseja, que estima em lugar que é próprio e insubstituível. A mim cabe a gratidão, o prêmio de consolação disfarçado de respeito e admiração.
Sinto por não me iludir a respeito do fato de que eu te amo e você não pode me amar, por alguma razão superior. Sinto por não me iludir a respeito do futuro, de não protagonizar a sua história com final feliz, na qual estou perdida em algum lugar entre coadjuvar e assistir. Sinto por, tão fraca, cogitar aceitar tudo isso sob a condição de que pare de doer tão gentilmente. Não aguento mais ouvir meus pensamentos entre as frestas de toda essa confusão de você em mim.
Eu mereço ser feliz.
