quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dear, I Failed.

Eu não sei o que sou. Sei menos do que sinto, do que minto, do que é seu. Achei que seu não era mais nada, que era só lembrança de decisão tomada e bons desejos. E não é. Nem mais melhor amigo, nem na ausência se torna passado. É presente, e suponha o significado que puder, porque eu sei; significa demais.
Essa confusão toda é que quando eu erro, eu quero você pra me corrigir, me consertar, me fazer certa. É que buscando alguma coisa, hoje a noite, não encontrei coisa alguma. E só queria você.
(Tudo o que esta frase precede ou sucede é produto de um alguém moderadamente bêbado, altamente confuso e um pouco melancólico.)
Era tudo tão mais fácil quando eu sabia de tudo, quando eu (não) tinha você e isso me bastava, quando eu podia estar só apaixonada e dizer que era fase.
Nada disso era verdade.
(E eu não sabia de porra nenhuma!)
Ter você (ou não) não me bastava; era só espera e esperança de que um dia,  você percebesse que me amava. Com todo o potencial pra ser estranho e belo que os meus sonhos têm, você podia até ir amando aos poucos, em partes, confuso, antes de finalmente saber me amar.
Há a realidade no caminho, no entanto. É a outras que ama, que deseja, que estima em lugar que é próprio e insubstituível. A mim cabe a gratidão, o prêmio de consolação disfarçado de respeito e admiração.
Sinto por não me iludir a respeito do fato de que eu te amo e você não pode me amar, por alguma razão superior. Sinto por não me iludir a respeito do futuro, de não protagonizar a sua história com final feliz, na qual estou perdida em algum lugar entre coadjuvar e assistir. Sinto por, tão fraca, cogitar aceitar tudo isso sob a condição de que pare de doer tão gentilmente. Não aguento mais ouvir meus pensamentos entre as frestas de toda essa confusão de você em mim.
Eu mereço ser feliz.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Só Pra Você...

Eu quero te ver. Eu quero passar horas me arrumando pra você. Eu quero apagar e refazer três mil vezes o traço do delineador, quero usar meu batom mais vermelho pra você. Quero usar teu perfume favorito e o meu corset mais apertado, só pra você. O sapato recém comprado é pra usar pra você e o corte novo de cabelo é só pra você.
Só pra você, amor...
Só pra você me ver passar, só pra você se arrepender. Só pra você me desejar, só pra você não me ter.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Forgiving, Forgetting, Forsaking

You came back. Like we wrote our destinies ourselves, we pleasantly made them cross again. But it's not like our stories, it's nothing like fiction. I'm no longer that fourteen-years-old girl who would believe you blindly. Any move we make from now on will have consequences we have never thought of. If we're gonna light this candle again, we gotta be ready for the fight it brings along. Yes, I still think of our light, I still feel it. However, I'm not so sure I'm willing to take this battle, not knowing the one beside me. I'm letting you in, although I shouldn't. It might tear my family apart, it might break every single bond I took years to make. It's a stupid decision I should have avoided. But here we are again and I wonder if I can undo this invitation I made when I called you back in, I wonder if there's a way for me to do this without giving up on you. I am not getting back at you and I'm not sure you understand this. It's just that I don't know if you are the one to reveal me to them, when I'm giving up on their approval.
Once more, I'll ask for advices I won't follow. Once more I'll fall. Still, why can't I stop this?

Previously: @ Bubble Wrap, do McFly
Currently: @ Breathe Me, da Sia
Later On: @ Trouble, do Coldplay