sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ei, Você...



All I Need* sempre vai ser a nossa música. Ou melhor, All I Need sempre vai ser a nossa música?
E eu amo você.




* do Lucas Silveira, a.k.a Beeshop. 

domingo, 18 de abril de 2010

Logo Eu...

Logo eu, que ia salvar o mundo,
Fodi tudo em um segundo
E o poema acaba aqui.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

@ Best of You, do Foo Fighters (a.k.a. Entranhas)

Eu preciso resolver essa minha situação com você, porque só eu sei o tamanho das partes de mim que são arrancadas todos os dias, a cada vez que o relógio dá as 5:50 e os meus olhos abrem.
É a merda da merda. Não pense que eu acho bonito fazer da pessoa mais inocente que encontrei no meu caminho um paliativo, mas, é tudo o que me resta quando a ausência daquilo que eu associei a você é sempre tão presente.
Você é um filho da puta. Um filho da puta talentoso, mas, ainda assim, um filho da puta.
Você sabia que eu ia surtar assim, não é?! Bem, sorte sua, porque eu me sinto estuprada todos os dias, bem mais do que naquelas noites e o que eu perco a cada hora é muito maior do que a minha intimidade - já violada em tantos níveis que já nem sei se me importo mais com o que passou. É a minha sanidade, é a virgindade daquilo que existe de mais verdadeiramente íntimo em mim, aquilo que ainda me mantinha pura e ingênua de alguma forma, aquilo que se foi.
Porra, cara! Olha o que você fez comigo! Eu largo toda a poesia que eu tenho pela metade porque o meu desespero é maior do que tudo aquilo que eu entendia por identidade minha. Você fez como os outros e passou por cima do meu esforço pra me reconstruir apesar de tudo. Aliás, você fez pior, porque eles não me conheciam e você, sim.
Sabe o que me dá mais raiva? Sou eu. Eu esperei que você fosse o mínimo de um homem pra mim e isso era demais de você. Eu devia ter visto o que era claro. Eu devia ter ouvido o que era audível. Eu devia ter sentido o que era palpável. Até porque agora minha vista é nublada, os sons não passam de ruídos e eu perdi completamente o chão.
Were you born to resist or be abused?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Terezinha de Jesus

Ultimamente, tenho visto a minha identidade emocional ser quase ignorada pelos que me circundam, que alegam repetidamente o quão madura sou. Talvez a aceitação seja difícil ou quem sabe seja simples cegueira, mas, o fato é que não amadureci pelas dores a que me submeti e fui submetida.
Sob os idealismos e utopias, sob a sexualidade vendida e explorada, sob a auto-suficiência intelectual, sob a ironia ácida e bem-humorada, sob a frustração crônica e até sob a própria carne... Sob todos estes destroços, bem lá, no fundo de mim, há uma criança de quatro anos aterrorizada pela escuridão solitária em que o tempo e as circunstâncias a enfiaram.
A minha história tem um pai que morreu, que me deixou sem querer. Tem um primeiro amor obcecado, que a malícia da infância tratou de amargurar. Tem um grande amor, que foi violentado, usado, vendado, exposto e esgotado. A minha história tem um amor atemporal, tão incerto e pessoal que tirou da minha vida pela dele, mas nunca fez o oposto em igualdade. A minha história tem um amor traído na subjetividade ingênua das idéias, pela subjetividade capciosa das palavras.
Não é uma história de superação, é de sublimação, e isso é o que ninguém parece entender.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Quizás...

Quão mentirosa eu sou por lhe sorrir todos os dias, forjando pura simpatia quando o que me acomete é o mais perturbador encanto?
E quão inconstante devo lhe parecer pelas caretas que intercalo aos gestos triviais, incutidos de imperceptivel doçura e quase apaixonada admiração?
Quão terminal é o meu estado e o risco que corro; podes me dizer se é de vida ou de morte ou de amor?
Quão comprometida estou com o laço que consciente e involuntariamente ata-me a ti e por que o rejeitas sem nem mesmo sabê-lo?
Quão sinuosas são as curvas dos teus pontos de interrogação - são assim tão floreadas quanto as penso?
E quanto a tuas exclamações, são capazes elas de encher-me os lábios e a garganta, emudecendo-me tanto quanto teus olhos reticentes?
Já nem sei quantas vírgulas pularia ao dizer "te amo" sem esperar o "e viveram felizes para sempre"...
E como urge o desejo de dizer-te que tenho o mundo a oferecer e nada a pedir em troca senão teus ônus e bônus, o todo de ti como és!
Suponho ser tempo de arrancar uma página. Ou quem sabe de reescrever todo um livro.